A situação catastrófica das finanças públicas está finalmente a ser assimilada por todos, e começa a ser claro que o peso do Estado (Social ou não social) na sociedade e na economia, é asfixiante e insustentável. Ouve-se falar em rever o papel do Estado, que o Estado é um monstro sempre a crescer, que está gordo,etc...Depois fala-se que para cortar a despesa há que cortar nos institutos, nos carros, nos salários, nas mordomias.
Essas medidas no entanto não vão ao âmago do problema, e por si são insuficientes para o resolver definitivamente.
O problema é que o Estado faz demasiadas coisas, fá-las mal, e fá-las caro.
Um bom exemplo do que terá que ser alterado mais tarde ou mais cedo, é a Educação.
A ideia que é continuamente defendida nos media, e pelos partidos que tomam posição sobre este assunto (os outros não dizem nada), é que a Educação deve ser Gratuita e Universal, o que aparentemente significa que tem que ser o Estado a fornecer esse serviço.
Acontece que o facto de ser o Estado a fornecer esse serviço não significa que ele seja gratuito, antes pelo contrário, significa que ele é carissimo. E é carissimo porque os professores no Estado recebem muito mais que no Privado e têm benesses que o Privado não dá. É carissimo porque enquanto no privado os funcionários são flexiveis e fazem o que é preciso, quando é preciso, sem qualquer problema (porque sentem que se a Empresa falhar é o emprego delas que está em causa), no Estado a mentalidade vigente é que cada funcionário tem funções especificas, tipo o motorista não manda fax, a professora não lava o chão, etc.. E claro, das 09h às 17h00. Rapidamente se pode concluir que se numa escola privada são precisos 50 funcionários para fazer todas as tarefas, no Estado serão precisas 100. E mais bem pagos.
Consideremos pois o cenário de total privatização das Escolas e Jardins de Infância. Neste cenário teriamos a passagem de todos os professores, auxiliares, porteiros, para o Privado, juntamente com o património edificado e com os custos de manutenção (energia, comida, material de desgaste). Seria um redução de cerca de 200 000 funcionários públicos, que traria uma redução brutal nos gastos do Estado.
Essa redução seria reflectida em baixas de impostos, fazendo o dinheiro reverter para os pais. Com esse dinheiro extra os pais poderiam pagar as Escolas (que passariam a ser privadas), ficando o Estado com a responsabilidade de financiar as famílias com mais dificuldade, via cheque ensino.
Os custos para as familias, pelas eficiências próprias duma actividade privada, e pela saudável concorrência entre as inumeras escolas, seriam sempre os mais baixos possivel.
Nesse cenário, os pais passariam a poder exigir das Escolas como se exige de qualquer loja ou negócio privado. Poderiam exigir competência dos professores, disciplina nas escolas, controlo e monitorização, qualidade no atendimento, etc.. E se não o conseguissem poderiam simplesmente mudar de Escola.
Esta relação directa entre utilização e pagamento, associado a uma livre escolha da Escola a utilizar, levaria a seu tempo, a que todas as escolas acabassem por melhorar os seus desempenhos escolares e de funcionamento, tornando-se mais eficientes e produtivas por uma lado, e ensinando melhor os seus alunos por outro.
A liberdade de poder escolher onde consumir determinado produto ou serviço, é a única via real de avaliação, porque assenta numa escolha consciente do consumidor ou seja da procura. Tudo o resto que se invente: exames, grelhas, trabalhos, cursos, para validar a qualidade dum professor ou duma escola, não funciona, nem funcionará nunca, porque assenta na avaliação pela oferta, sem ouvir a procura.
Noutro plano, mas servindo de exemplo, é como se os fabricantes de sapatos fizessem grelhas de avaliação de qualidade dos seus sapatos, e depois avaliassem os sapateiros que os fazem e vendem, sendo que o mercado teria posteiormente que comprar esses sapatos, quer gostasse ou não deles, quer os considerasse ou não de qualidade. Seria gerir o negócio dos sapatos sem ouvir o cliente que os quer comprar. Não faz qualquer sentido nos sapatos, como não faz na restauração, no cinema, ou em qualquer outra actividade.
Quem compra um serviço/produto, quem procura um serviço/produto, quem paga um serviço/produto, é que pode avaliar se este é ou não bem prestado. É a oferta que tem que se adaptar á procura. A procura sao os Pais e as crianças, a oferta as Escolas e o Professores.
sábado, 16 de outubro de 2010
Escola Púbica vs Escola Privada
sábado, 4 de setembro de 2010
Contas do Estado: Numeros impressionantes
Duma dívida inferior a 10 000 Milhões de Euros em 1980, passámos para uma dívida superior a 140 000 Milhões de Euros em 2010. Um crescimento superior a 1400% em 30 anos...!!!!
Neste momento a despesa com o RSI e com o Abono de Família atinge valores superiores a 1200 Milhões de Euros anuais, quando em 1996 estava nos 300 Milhões.
E curiosamente, antes de 1996, o País não estava na miséria, a taxa de suicídios não era apoteótica, o caos não reinava. Curiosamente, antes de 1996, as famílias conseguiam sobreviver sem RSI, sem abonos de família estratosféricos, e as vidas continuavam.
De 1996 a 2009 o stock de divida bruta aumentou 85 000 Milhões de Euros, um aumento de 254% face aos valores de 1996.
A divida continua, existe, está lá. Alguém sabe como a vamos pagar?
Considerando esta realidade é legitimo perguntar que Estado Social é este que tanto se apregoa como sendo uma conquista, quando nada foi conquistado mas antes emprestado? Conquistado significa adquirido, sem dívida, pago. A realidade mostra que não é assim, que estamos muito longe disso.
As "conquistas", os "direitos" atribuídos, não são minimamente sustentáveis mas antes existem à custa de outros (estrangeiros) que fazem a gentileza de nos emprestar dinheiro para as mantermos. O mesmo padrão de consumir hoje e pagar amanhã que nos trouxe aonde estamos agora.
(Dados retirados do Pordata)
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Jardins de Infância do Estado para todos - O presente envenenado
Este Governo tem sido elogiado por apoiar as famílias ao fomentar a construção de Jardins de Infância e ATLs nas Escolas Primárias, alargando assim este serviço a um maior numero de cidadãos, e conseguindo também, alegadamente, dinamizar o mercado da construção e por arrastamento a economia nacional.
A verdade é no entanto totalmente oposta, e fica mais uma vez demonstrado como a manipulação de informação, como a propaganda e como o discurso politico a uma só voz (de todos os partidos), consegue transformar uma iniciativa errada, com consequências graves na economia, numa medida apresentada como óptima e amplamente aplaudida.
A realidade é que existiam já inúmeros negócios, cresces, jardins de infância, etc..., a prestar este serviço no privado. Negócios iniciados por pequenos empreendedores que resolveram assumir o risco de os montar com vista a suprir uma carência que existia no mercado. Negócios com inúmeros empregados: Educadoras de Infância, Técnicas de Educação, motoristas, cozinheiras,etc.. No fundo as famosas micro-empresas que fornecem 80% da mão de obra em Portugal.
Com a opção tomada pelo Governo de construir e acolher as crianças em estruturas escolares públicas, aquilo que este acabou por conseguir foi:
- Gastar muito dinheiro a criar uma rede no Estado paralela à que já existia no Privado.
- Esvaziar a rede do privado na mesma proporção de crianças que são acolhidas no publico.
- Engrossar a quantidade de funcionários públicos praticamente na mesma proporção dos que serão extinguidos no privado.
- Criar dessa forma uma estrutura rígida de despesa com os encargos salariais, de saúde, e de toda a parafernália de regalias que os funcionários públicos têm.
- Levar à falência uma série de negócios privados, defraudando centenas de empreendedores que depois desta iniciativa nunca mais vão ter qualquer vontade de montar qualquer negócio.
- Com essa falências levar milhares de trabalhadores para o desemprego que irão também consumir recursos do Estado através dos subsídios de Desemprego.
- Criar uma estrutura que não permite qualquer ajuste da força laboral e de custos, às naturais flutuações da procura. Se amanhã o numero de crianças baixar para metade, lá ficam metade da força de trabalho em casa com horário zero a receber à custa do contribuinte.
O Estado, se entendeu que todos deveriam ter acesso a este tipo de serviços de forma gratuita, aquilo que deveria ter feito era criar um cheque-Creche, ou outro sistema qualquer de financiamento directo dos agregados que entendesse financiar. Esse cheque seria posteriormente usado nas creches privadas, onde os Pais entendessem fazê-lo. Desta forma o estado conseguia:
- Poupar o dinheiro gasto em obras a duplicar inutilmente infraestruturas já existentes.
- Não minar a confiança dos empreendedores portugueses que são cada vez em menor numero.
- Manter os postos de trabalho no privado.
- Não aumentar a despesa publica com mais salários.
- Manter uma forma simples de controlo de despesa onde a sua redução pode ser facilmente conseguida através da diminuição do valor do cheque, ou da redução da sua abrangência.
Claramente o Governo identificou um problema. Esse problema tinha pelo menos duas soluções, como aqui demonstrei. O Governo apostou na pior das soluções, naquela que alimenta os maiores problemas do País: pouco empreendedorismo, elevadíssimo peso do Estado na despesa publica e por conseguinte, elevadíssimos impostos.
Capisce?
A verdade é no entanto totalmente oposta, e fica mais uma vez demonstrado como a manipulação de informação, como a propaganda e como o discurso politico a uma só voz (de todos os partidos), consegue transformar uma iniciativa errada, com consequências graves na economia, numa medida apresentada como óptima e amplamente aplaudida.
A realidade é que existiam já inúmeros negócios, cresces, jardins de infância, etc..., a prestar este serviço no privado. Negócios iniciados por pequenos empreendedores que resolveram assumir o risco de os montar com vista a suprir uma carência que existia no mercado. Negócios com inúmeros empregados: Educadoras de Infância, Técnicas de Educação, motoristas, cozinheiras,etc.. No fundo as famosas micro-empresas que fornecem 80% da mão de obra em Portugal.
Com a opção tomada pelo Governo de construir e acolher as crianças em estruturas escolares públicas, aquilo que este acabou por conseguir foi:
- Gastar muito dinheiro a criar uma rede no Estado paralela à que já existia no Privado.
- Esvaziar a rede do privado na mesma proporção de crianças que são acolhidas no publico.
- Engrossar a quantidade de funcionários públicos praticamente na mesma proporção dos que serão extinguidos no privado.
- Criar dessa forma uma estrutura rígida de despesa com os encargos salariais, de saúde, e de toda a parafernália de regalias que os funcionários públicos têm.
- Levar à falência uma série de negócios privados, defraudando centenas de empreendedores que depois desta iniciativa nunca mais vão ter qualquer vontade de montar qualquer negócio.
- Com essa falências levar milhares de trabalhadores para o desemprego que irão também consumir recursos do Estado através dos subsídios de Desemprego.
- Criar uma estrutura que não permite qualquer ajuste da força laboral e de custos, às naturais flutuações da procura. Se amanhã o numero de crianças baixar para metade, lá ficam metade da força de trabalho em casa com horário zero a receber à custa do contribuinte.
O Estado, se entendeu que todos deveriam ter acesso a este tipo de serviços de forma gratuita, aquilo que deveria ter feito era criar um cheque-Creche, ou outro sistema qualquer de financiamento directo dos agregados que entendesse financiar. Esse cheque seria posteriormente usado nas creches privadas, onde os Pais entendessem fazê-lo. Desta forma o estado conseguia:
- Poupar o dinheiro gasto em obras a duplicar inutilmente infraestruturas já existentes.
- Não minar a confiança dos empreendedores portugueses que são cada vez em menor numero.
- Manter os postos de trabalho no privado.
- Não aumentar a despesa publica com mais salários.
- Manter uma forma simples de controlo de despesa onde a sua redução pode ser facilmente conseguida através da diminuição do valor do cheque, ou da redução da sua abrangência.
Claramente o Governo identificou um problema. Esse problema tinha pelo menos duas soluções, como aqui demonstrei. O Governo apostou na pior das soluções, naquela que alimenta os maiores problemas do País: pouco empreendedorismo, elevadíssimo peso do Estado na despesa publica e por conseguinte, elevadíssimos impostos.
Capisce?
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sábado, 28 de agosto de 2010
Philosophy: Who Needs It (Ayn Rand)
Atlas Shrugged - Ayn Rand

Um livro brilhante e marcante. O livro apresenta uma sociedade com valores profundamente errados, irracionais, onde não há consequências, onde os direitos dos incapazes, dos acomodados, dos incompetentes, dos estado-dependentes, se sobrepõem e ao mesmo tempo se alimentam, do esforço e dos lucros dos competentes, dos esforçados, dos empreendedores. Estes valores acabam por ser defendidos pela maioria dos cidadãos, que os defendem por ausência de espírito crítico, por incapacidade de olhar para a realidade de forma crua e honesta, preferindo viver num mundo de mentira, irreal, onde é sempre mais fácil exigir, sem perceber quem e como serão providenciadas essas exigências, onde é mais fácil decidir sobre causas alheias, sem querer perceber as consequências dessas decisões, apenas esperando que as coisas aconteçam como se espera só porque assim é decretado.
No fundo a escritora procura, através de personagens muito fortes, apresentar uma sociedade onde os valores e as ideias da sociedade americana da altura (1950, por acaso iguais aos da sociedade actual de 2010), são extremadas e elevadas ao seu máximo significado, permitindo assim perceber muito mais claramente como elas estão erradas, e onde levariam caso fossem implementadas na sua totalidade.
O livro descreve o que aconteceria se as pessoas capazes, empreendedoras, dignas no sentido que quererem conquistar por si o que desejam (e não esperar que alguém lhes dê, Estado ou não Estado), fizessem greve e desaparecessem a pouco e pouco da sociedade, deixando esta entregue aqueles que apenas sabem reivindicar mais apoios, mais direitos, mais regalias, aqueles que acham que têm direitos a ter, sem ter conquistado por si aquilo que pretendem, aqueles que acham que devem ser os outros a proporcionar-lhes aquilo que eles não conseguem obter.
O livro procura demonstrar de forma racional, entre inúmeras outras coisas, o que sucederia se não houvesse ninguém a quem ir buscar riqueza para depois distribuir, ou seja, se não houvesse receitas, não haveria impostos e consequentemente não haveria nada para distribuir. E nessa altura como seria?
Percebendo as consequências de levar certas ideias “sociais” até ao fim, percebe-se como estas têm falhas profundas e como em vez de promover um espírito de autoresponsabilização, de empreendedorismo, de mérito, de defesa do que há melhor no ser humano, a sociedade da altura (e a actual) promoviam precisamente o oposto: a desresponsabilização, a acomodação, a incompetência, a autocomiseração.
Tudo resultado duma sociedade onde as opiniões recebidas pelos diversos actores, TV, rádio, amigos, jornais, são arquivadas e não digeridas, levando a que tudo seja aceite afilosóficamente, ou seja, sem nada questionar ou sem tentar perceber porque é que tanto do que se ouve e lê, está errado.
domingo, 22 de agosto de 2010
Listagem das casas e dos inquilinos da camara municipal de Lisboa fora dos bairros sociais em Outubro de 2008.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Indemnizações Compensatórias e Despedimento sem justa causa.
A obrigação de atribuir indemnizações compensatórias aos trabalhadores no momento dos despedimentos, bem como a necessidade de existir justa causa para o despedimento.
Estas duas obrigações são um dos graves problemas das micro-empresas e das pequenas empresas em Portugal, com impacto directo na sua produtividade, no bom funcionamento do mercado de trabalho, na moral e nos valores que têm vindo a enraizar-se na sociedade portuguesa.
Ambos os conceitos são uma aberração. A indemnização compensatória porque consubstancia um pagamento efectuado pela entidade empregadora a troco de nada. Trata-se em essência dum roubo a qualquer empreendedor que resolva começar uma empresa. O trabalhador deve receber o justo pagamento pelo seu trabalho, apenas e só enquanto o realiza. Receber por nada fazer é imoral e irracional.
A medida tem custos pessoais para o empregador e não existe qualquer motivo lógico para que ao fim de 10 ou 15 anos de trabalho remunerado, o empregador seja forçado a dar uma indemnização adicional ao trabalhador. Da mesma forma que não existe nenhuma razão lógica para que o trabalhador tenha que indemnizar o empregador se passado 15 anos resolver sair da empresa.
O mercado deve ser livre e imposições dessa ordem, além de consubstanciarem roubos, inibem o bom funcionamento do mercado de trabalho pois criam barreiras inibidoras de mobilidade.
A consequência prática da Lei vigente, é que a gestão da força de trabalho em vez de ser feita pelo mérito, passa a ser feita pelo peso das indemnizações. Leva a que os mais velhos e com mais anos de casa, sejam sempre os últimos a ser despedidos, mesmo que sejam os mais incompetentes, porque sai sempre mais barato despedir os trabalhadores mais recentes (mesmo que mais idosos) e eventualmente mais competentes. Não é difícil perceber o impacto que este tipo de condicionalismo traz para a produtividade e competitividade duma empresa.
O mesmo se passa com o despedimento por justa causa.
A lei actual foi criada num contexto pós-ditadura, período em que existia o condicionamento industrial que como nome sugere regulava o funcionamento do mercado empresarial. Não havia livre concorrência entre empresas, o mercado era gerido pelo Estado e explorado por um numero controlado de empresas do Regime. Obviamente nesse cenário o trabalhador está condicionado nas suas escolhas, e na prática, não é livre de mudar de empresa se o entender. Nesse cenário a entidade empregadora é efectivamente a parte mais forte na negociação empresa-trabalhador e a tentação de defender/proteger o trabalhador pode ser compreendida.
No entanto o cenário actual é totalmente diferente, na medida em que não existe condicionamento industrial, o mercado empresarial é livre e o trabalhador é também livre de aceitar ou não determinado trabalho, tanto em Portugal como no estrangeiro. Da mesma forma o empreendedor de outrora que era protegido pelo estado, transformou-se num qualquer individuo que decida por sua conta e risco avançar para um negócio. Esta é a realidade actual é para esta realidade que as Leis do Trabalho devem ser dirigidas.
Neste cenário, o despedimento, quer iniciado pelo empregador, quer iniciado pelo empregado, tem que ser absolutamente livre. Só assim ambas as partes poderão encontrar os parceiros que melhor se ajustam uma à outra. A existência dessa aberração do despedimento ter que ser tipificado e aprovado pelo próprio empregado, é o maior crime cometido contra o livre empreendedorismo e uma das maiores causas da nossa fraca produtividade e falta de crescimento económico.
Estas leis inibem o crescimento saudável de boas empresas que são extremamente necessárias ao País. Os valores porque se norteiam, em vez de premiarem os melhores, os mais esforçados, os mais aplicados, premeiam os mais acomodados, os mais incompetentes, aqueles que atrasam o crescimento das empresas, que diminuem a produtividade das mesmas. Nenhum empregador despede um bom funcionário.
O alcance deste tipo de Leis é tão vasto que chegou ao ponto da sociedade interiorizar que o sucesso dum individuo não depende do seu valor, do seu mérito ou da sua mente, tudo factores objectivos, mas depende sim de casualidades, de conhecimentos (cunhas), de estar no local certo na hora certa, de ter entrado na industria certa no hora certa, tudo factores subjectivos.
A desresponsabilização, a impunidade, o laxismo, o deixa-andar, a corrupção, são filhos dum mercado de trabalho que protege os incompetentes e os acomodados, e castiga os esforçados e os competentes.
Estas duas obrigações são um dos graves problemas das micro-empresas e das pequenas empresas em Portugal, com impacto directo na sua produtividade, no bom funcionamento do mercado de trabalho, na moral e nos valores que têm vindo a enraizar-se na sociedade portuguesa.
Ambos os conceitos são uma aberração. A indemnização compensatória porque consubstancia um pagamento efectuado pela entidade empregadora a troco de nada. Trata-se em essência dum roubo a qualquer empreendedor que resolva começar uma empresa. O trabalhador deve receber o justo pagamento pelo seu trabalho, apenas e só enquanto o realiza. Receber por nada fazer é imoral e irracional.
A medida tem custos pessoais para o empregador e não existe qualquer motivo lógico para que ao fim de 10 ou 15 anos de trabalho remunerado, o empregador seja forçado a dar uma indemnização adicional ao trabalhador. Da mesma forma que não existe nenhuma razão lógica para que o trabalhador tenha que indemnizar o empregador se passado 15 anos resolver sair da empresa.
O mercado deve ser livre e imposições dessa ordem, além de consubstanciarem roubos, inibem o bom funcionamento do mercado de trabalho pois criam barreiras inibidoras de mobilidade.
A consequência prática da Lei vigente, é que a gestão da força de trabalho em vez de ser feita pelo mérito, passa a ser feita pelo peso das indemnizações. Leva a que os mais velhos e com mais anos de casa, sejam sempre os últimos a ser despedidos, mesmo que sejam os mais incompetentes, porque sai sempre mais barato despedir os trabalhadores mais recentes (mesmo que mais idosos) e eventualmente mais competentes. Não é difícil perceber o impacto que este tipo de condicionalismo traz para a produtividade e competitividade duma empresa.
O mesmo se passa com o despedimento por justa causa.
A lei actual foi criada num contexto pós-ditadura, período em que existia o condicionamento industrial que como nome sugere regulava o funcionamento do mercado empresarial. Não havia livre concorrência entre empresas, o mercado era gerido pelo Estado e explorado por um numero controlado de empresas do Regime. Obviamente nesse cenário o trabalhador está condicionado nas suas escolhas, e na prática, não é livre de mudar de empresa se o entender. Nesse cenário a entidade empregadora é efectivamente a parte mais forte na negociação empresa-trabalhador e a tentação de defender/proteger o trabalhador pode ser compreendida.
No entanto o cenário actual é totalmente diferente, na medida em que não existe condicionamento industrial, o mercado empresarial é livre e o trabalhador é também livre de aceitar ou não determinado trabalho, tanto em Portugal como no estrangeiro. Da mesma forma o empreendedor de outrora que era protegido pelo estado, transformou-se num qualquer individuo que decida por sua conta e risco avançar para um negócio. Esta é a realidade actual é para esta realidade que as Leis do Trabalho devem ser dirigidas.
Neste cenário, o despedimento, quer iniciado pelo empregador, quer iniciado pelo empregado, tem que ser absolutamente livre. Só assim ambas as partes poderão encontrar os parceiros que melhor se ajustam uma à outra. A existência dessa aberração do despedimento ter que ser tipificado e aprovado pelo próprio empregado, é o maior crime cometido contra o livre empreendedorismo e uma das maiores causas da nossa fraca produtividade e falta de crescimento económico.
Estas leis inibem o crescimento saudável de boas empresas que são extremamente necessárias ao País. Os valores porque se norteiam, em vez de premiarem os melhores, os mais esforçados, os mais aplicados, premeiam os mais acomodados, os mais incompetentes, aqueles que atrasam o crescimento das empresas, que diminuem a produtividade das mesmas. Nenhum empregador despede um bom funcionário.
O alcance deste tipo de Leis é tão vasto que chegou ao ponto da sociedade interiorizar que o sucesso dum individuo não depende do seu valor, do seu mérito ou da sua mente, tudo factores objectivos, mas depende sim de casualidades, de conhecimentos (cunhas), de estar no local certo na hora certa, de ter entrado na industria certa no hora certa, tudo factores subjectivos.
A desresponsabilização, a impunidade, o laxismo, o deixa-andar, a corrupção, são filhos dum mercado de trabalho que protege os incompetentes e os acomodados, e castiga os esforçados e os competentes.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ayn Rand Mike Wallace Interview 1959 part 2
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Educação
Ayn Rand Mike Wallace Interview 1959 part 3
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Educação
Ayn Rand Mike Wallace Interview 1959 part 1
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Educação
terça-feira, 18 de maio de 2010
Sir Ken Robinson: Do schools kill creativity?
Excelente, vale a pena ver
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Habib Koite & Bamada - Din Din Wo (Little Child)
sábado, 1 de maio de 2010
Margem Sul State of Mind
Grande Unas, és o maior.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Magalhães volta a ser preferido no e-escolinhas
O concurso foi lançado já este ano, e prevê a compra de 250 mil portáteis para distribuir nos próximos três anos a alunos e professores do primeiro ciclo, estando previsto um investimento de 50 milhões de euros.
Considerando a crise em que estamos.
Considerando os défices crónicos.
Considerando que para corrigir os défices crónicos, se reduzem subsídios de desemprego (que eu concordo), se reduzem benefícios fiscais (que eu discordo), se aumenta o IVA, se perspectiva toda uma panóplia de medidas de austeridade.
Alguém me explica porque é que Estado acha que pode dispor de 50 Milhões de Euros dos contribuintes a comprar computadores para o primeiro ciclo? Que merda de prioridade é esta?
O estado que devolva os 50 milhões aos contribuintes (reduzindo ou não aumentando impostos), e deixe cada Portugês gerir o seu próprio orçamento. Se o Português achar que é oportuno comprar um laptop, compra. Se achar que é preferivel comprar uns sapatos novos e ir ao dentista, vai.
200 Euros dá para fazer muito coisa, e duvido que esteja na prioridade de um único português, gastá-los a comprar um laptop novo para o filho da primária. No entanto se algum quiser fazê-lo, faça-o por sua conta e risco.
Agora extorquir 200 Euros a 250 000 Portugueses para depois os estorrar em laptops!!
Haja bom-senso.
Considerando a crise em que estamos.
Considerando os défices crónicos.
Considerando que para corrigir os défices crónicos, se reduzem subsídios de desemprego (que eu concordo), se reduzem benefícios fiscais (que eu discordo), se aumenta o IVA, se perspectiva toda uma panóplia de medidas de austeridade.
Alguém me explica porque é que Estado acha que pode dispor de 50 Milhões de Euros dos contribuintes a comprar computadores para o primeiro ciclo? Que merda de prioridade é esta?
O estado que devolva os 50 milhões aos contribuintes (reduzindo ou não aumentando impostos), e deixe cada Portugês gerir o seu próprio orçamento. Se o Português achar que é oportuno comprar um laptop, compra. Se achar que é preferivel comprar uns sapatos novos e ir ao dentista, vai.
200 Euros dá para fazer muito coisa, e duvido que esteja na prioridade de um único português, gastá-los a comprar um laptop novo para o filho da primária. No entanto se algum quiser fazê-lo, faça-o por sua conta e risco.
Agora extorquir 200 Euros a 250 000 Portugueses para depois os estorrar em laptops!!
Haja bom-senso.
domingo, 25 de abril de 2010
Alteração de data nas provas Aferição
"Ano de 2009
No corrente ano lectivo, as provas de aferição serão aplicadas a todos os alunos matriculados nos quarto e sexto anos de escolaridade, de acordo com o Despacho n.º 2351/2007, de 14 de Fevereiro, Série II. As provas realizar-se-ão nos dias 18 e 20 de Maio e incidem sobre Língua Portuguesa e Matemática. "
Mas como é que isto é possivel???? O que é que esta gente tem na cabeça????
Se o Ano lectivo acaba no final de Junho, como é que querem fazer as provas em Maio? O que é que os alunos vão andar a fazer depois das provas e até final do Ano???? Que motivação vão ter para continuar a ter atenção nas aulas?
Num País onde todos os Pais e Professores se queixam que os programas são enormes, como é que ainda se lembram de cortar mais de um mês no período lectivo?
Porque é que não fazem as provas depois das aulas acabarem? Como é que querem ser levados a sério?
HHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!! QUE PAÍS DE MERDA!!!!!!!!!
No corrente ano lectivo, as provas de aferição serão aplicadas a todos os alunos matriculados nos quarto e sexto anos de escolaridade, de acordo com o Despacho n.º 2351/2007, de 14 de Fevereiro, Série II. As provas realizar-se-ão nos dias 18 e 20 de Maio e incidem sobre Língua Portuguesa e Matemática. "
Mas como é que isto é possivel???? O que é que esta gente tem na cabeça????
Se o Ano lectivo acaba no final de Junho, como é que querem fazer as provas em Maio? O que é que os alunos vão andar a fazer depois das provas e até final do Ano???? Que motivação vão ter para continuar a ter atenção nas aulas?
Num País onde todos os Pais e Professores se queixam que os programas são enormes, como é que ainda se lembram de cortar mais de um mês no período lectivo?
Porque é que não fazem as provas depois das aulas acabarem? Como é que querem ser levados a sério?
HHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!! QUE PAÍS DE MERDA!!!!!!!!!
quarta-feira, 31 de março de 2010
Manifesto considera política de apoio às renováveis uma "aberração económica"
quarta-feira, 24 de março de 2010
A miopia colectiva
Toda a gente se queixa que o País não cresce, mas ninguém exige que o estado desempenhe o seu papel principal na área económica que é criar concorrência.
1. O Governo não de desvincula das grandes empresas.
2. Por causa disso, não toma iniciativas que poderiam melhorar o ambiente competitivo mas que inevitavelmente diminuiriam os lucros dessa empresas, a saber:
2.1 Privatizar o resto GALP, da EDP, da PT.
2.2.Separar GALP produção da GALP distribuição
2.3 Obrigar a GALP a vender 30% dos postos de abastecimento a um player que não esteja ainda em Portugal
2.4 Obrigar a PT a vender a TMN, e permitir à PT o lançamento doutra operadora se assim o entendesse.
2.5 Privatizar todos os aeroportos separadamente. Aqueles que não conseguisse comprador, concessionar.
2.6 Partir a EDP em duas tentando garantir cobertura nacional para ambas.
2.7 Privatizar a TAP.
2.8 Acabar com todos os grandes investimentos, nomeadamente em concessões de energias renováveis, durante 10 anos para ver como evoluem as novas tecnologias que estão a aparecer e poderão tornar a produção muito mais competitiva.
2.9 Reduzir os possíveis investimentos para transportes públicos e de mercadorias ferroviários que permitissem tirar 50% dos carros que diariamente se deslocam na coroa de Lisboa.
3. Qual é a razão de nenhuma destas medidas ser tomada? Todos vemos vantagens para o País na criação de ambientes mais concorrenciais, então porque é que ninguém fala nisto?
4. Porque é que ninguém pergunta ao ministro se em vez dum TGV não fazia mais sentido investir nos transportes públicos em Lisboa, que retirariam milhares de carros das estradas, baixariam a poluição, melhorariam a qualidade de vida das pessoas? Porque é que é o TGV que é a prioridade e não são os transportes públicos?
5. Porque é que ninguém pergunta ao Ministro, que vantagem há para a economia em privatizar a ANA e ficarmos com um monopólio privado de aeroportos, em vez de privatizarmos os Aeroportos deixando-os crescer como entendessem e concorrendo inclusive entre si?
Ninguém fala dessa questão essencial para que qualquer economia funcione, que é a existência de concorrência e não existência de bloqueios artificiais à entradas de novos players nos mercados.
"It is necessary in the first instance that the parties in the market should be free to sell and buy at any price at which they can find a partner to the transaction, and that anybody should be free to produce, sell, and buy anything that may be produced or sold at all. And it is essential that the entry into the different trades should be open to all on equal terms, and that the law should not tolerate any attempts by individuals or groups to restrict this entry by open or concelead force. " Hayek
1. O Governo não de desvincula das grandes empresas.
2. Por causa disso, não toma iniciativas que poderiam melhorar o ambiente competitivo mas que inevitavelmente diminuiriam os lucros dessa empresas, a saber:
2.1 Privatizar o resto GALP, da EDP, da PT.
2.2.Separar GALP produção da GALP distribuição
2.3 Obrigar a GALP a vender 30% dos postos de abastecimento a um player que não esteja ainda em Portugal
2.4 Obrigar a PT a vender a TMN, e permitir à PT o lançamento doutra operadora se assim o entendesse.
2.5 Privatizar todos os aeroportos separadamente. Aqueles que não conseguisse comprador, concessionar.
2.6 Partir a EDP em duas tentando garantir cobertura nacional para ambas.
2.7 Privatizar a TAP.
2.8 Acabar com todos os grandes investimentos, nomeadamente em concessões de energias renováveis, durante 10 anos para ver como evoluem as novas tecnologias que estão a aparecer e poderão tornar a produção muito mais competitiva.
2.9 Reduzir os possíveis investimentos para transportes públicos e de mercadorias ferroviários que permitissem tirar 50% dos carros que diariamente se deslocam na coroa de Lisboa.
3. Qual é a razão de nenhuma destas medidas ser tomada? Todos vemos vantagens para o País na criação de ambientes mais concorrenciais, então porque é que ninguém fala nisto?
4. Porque é que ninguém pergunta ao ministro se em vez dum TGV não fazia mais sentido investir nos transportes públicos em Lisboa, que retirariam milhares de carros das estradas, baixariam a poluição, melhorariam a qualidade de vida das pessoas? Porque é que é o TGV que é a prioridade e não são os transportes públicos?
5. Porque é que ninguém pergunta ao Ministro, que vantagem há para a economia em privatizar a ANA e ficarmos com um monopólio privado de aeroportos, em vez de privatizarmos os Aeroportos deixando-os crescer como entendessem e concorrendo inclusive entre si?
Ninguém fala dessa questão essencial para que qualquer economia funcione, que é a existência de concorrência e não existência de bloqueios artificiais à entradas de novos players nos mercados.
"It is necessary in the first instance that the parties in the market should be free to sell and buy at any price at which they can find a partner to the transaction, and that anybody should be free to produce, sell, and buy anything that may be produced or sold at all. And it is essential that the entry into the different trades should be open to all on equal terms, and that the law should not tolerate any attempts by individuals or groups to restrict this entry by open or concelead force. " Hayek
sábado, 6 de março de 2010
Ricardo Ribeiro - Mas porquê de eu ser assim
Muito bom, não pelo vídeo, mas pela música.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Benditos os Intelectualmente Isentos
Plano Inclinado
A coisa melhorzinha que apareceu na TV nos ultimos 20 anos.
Os meus parabéns à SIC por ter criado este Oasis de seriedade, honestidade, inteligência e competência.
Pode ser que a pouco e pouco a malta acorde para vida e comece a ver a realidade como ela é, em vez desta fantasia ranhosa que os polticos e a comunicação social tentam impingir.
A coisa melhorzinha que apareceu na TV nos ultimos 20 anos.
Os meus parabéns à SIC por ter criado este Oasis de seriedade, honestidade, inteligência e competência.
Pode ser que a pouco e pouco a malta acorde para vida e comece a ver a realidade como ela é, em vez desta fantasia ranhosa que os polticos e a comunicação social tentam impingir.
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