Mais uma nota sobre a situação do País.
O Estado tem excesso de despesa, sendo que uma parte significativa dessa despesa está no subsidio de Desemprego criado para auxiliar as famílias quando esta perdem o emprego.
Embora reconhecendo que possa estar pouco madura, a minha opinião actual sobre o subsidio de desemprego é que a forma como ele é atribuído está profundamente errada e dá vários sinais errados à sociedade.
Actualmente o valor do subsidio de desemprego é indexado ao ultimo salário numa percentagem inferior a 100% e pode prolongar-se de 6 meses a 3 anos, dependendo do tempo de trabalho antes de perder o emprego.
Esta formula está errada por várias razões:
- A indexação ao ultimo vencimento permite que este subsidio possa ter valores muito superiores ao salário mínimo, o que significa que o desempregado não é forçado a aceitar qualquer trabalho, mas apenas as ofertas que fazendo as contas compensam sair de casa. Este facto retira milhares de possíveis trabalhadores do mercado de trabalho, permitindo que este fiquem em casa vivendo à custa dos impostos dos que trabalham e alimenta também a ideia que há trabalhos indignos de serem exercidos.
- Estar em casa, sem trabalhar, e na mesma a receber, estimula hábitos sedentários e afasta as pessoas da realidade do trabalho.
- Noutro plano, o facto do trabalhador saber que se ficar desempregado continua a receber uma percentagem elevada do seu salário, desincentiva a poupança e estimula o endividamento e o consumo, o que também são maus princípios.
Considerando estes dados, a minha opinião é que o subsidio de desemprego devia ser revisto para um valor fixo e igual a 80% do salário mínimo, obrigando a que para o desempregado, qualquer oferta de trabalho fosse mais vantajosa que ficar em casa.
Por outro lado, sabendo antecipadamente que a regra era essa, qualquer trabalhador teria em primeiro lugar a preocupação de construir um pé de meia para o caso de ficar desempregado. Essa preocupação seria com o tempo colocada antes de alimentar o espírito consumista, com bons reflexos no sobre-endividamento das famílias e no limite no défice da balança comercial.
No Reino Unido já é assim há muitos anos.
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